segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Soneto do furdunço




A confusão, o motim, a balbúrdia,
O sururu, o banzé, o barulho,
O auê, a barafunda, o embrulho,
O esporro, o caos, a anarquia.

Estrofes de bagunça, onde se lê
Algazarra, tumulto e fuzuê,
O charivari, a esculhambação:
Desarranjo, chinfrim, a danação,

Zoeira, babel, a perturbação,
E os atropelos, a atrapalhação,
Os desmandos, o cúmulo, a barbárie.


E, por fim, contando os dedos em série,
Depois de tanto tremer o coreto,
Conclui-se, da desordem, o soneto.



Francisco Settineri.

Um comentário:

Reflexo em Coisas de Mulher disse...

Ual! Que genial!
Poema com movimento. Adorei.
Ja penso em umas coisas para
o lançamento usando.
Aff
perdão.
Bjins