terça-feira, 13 de setembro de 2011

Canção de amor – Soneto II

                                                        
Em alegria furta-cor
De uma manhã sem mácula,
Furto a cor da alegoria
Com sorriso de criança.

Eu, que não queria, agora
Danço, morena, e te dou
Som e mar e a luz do Sol,
Para ver se em ti os guardas.

Quando tristeza tu mostras,
Escondes-te, a cada vez,
Em flagrante descompasso

De uma graça que revelas.
Abro, em par, todas janelas:
Tua alma é meu compasso!

Francisco Settineri.

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