domingo, 18 de setembro de 2011

Canção de amor – Soneto XI

                                                           

Inda que seja a destempo,
Com clamor que me devora,
Morena, não vejo a hora
De reencontrar-te no campo

Em que, desnudo, te lavro.
Sem pressa, mas sem demora,
Pois senão de espinhos sangro.
És meu livro, e eu te abro

E em palavras me deslembro.
Se em tuas letras me encantaste,
Nada importa que a idade

Deixe em nós a sua haste.
Inda é cedo, na cidade,
Para amar em nova aurora.

Francisco Settineri.

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