quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Indecente



Noite vem, olhar silente,
O meu corpo à tua procura
E um mistério no poente.
Mãos querendo em noite escura

E uma brisa de repente.
Nada faço, se recuas
E te pões toda contente,
Ao tocar-te as pernas nuas

E buscar lugar mais quente.
É das graças mais singelas,
A que mais na vida dura,

A que em teu corpo revelas,
Que apresentas com ternura
À Lua Nova, à luz de velas...

Francisco Settineri.

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