segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Soneto do Amor Inclemente

                                                                                                                                                                                         
Eu sinto, em teu silêncio, o teu perfume,
E vejo, em tuas mãos, toda a tristeza
A brilhar em noite sem vagalume.
Queria te mostrar toda a beleza

Deste amor, no auge do seu momento.
Mas te furtas, e nessa tua ausência,
Resta dele apenas reminiscência.
A dor, que testemunha o sentimento,

A impedirei que se torne amargura.
Jamais me entregarei à indolência
De me deixar levar a essa tortura.

Pois enfrento a luta com a inclemência
De quem nunca se negou à bravura,
Seguir o coração até a demência!

Francisco Settineri.

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