domingo, 9 de outubro de 2011

A Tempestade

                                                                      


Se tenho, em meu olhar, a solidão vadia,
E em minhas mãos o toque forte e intenso
É que a meu tato a tua pele se arrepia,
E porque não há nada, neste amor, suspenso.

Tudo se precipita, em densa ventania,
Loucuras do que um dia foi mansa vontade,
E esse cheiro de corpos, numa demasia,
A ser levado de roldão, na tempestade!

Eu já não consigo te amar de outra maneira
E mais nada para mim parece o bastante,
O sentimento brota como cachoeira

E sobe a teus céus como um astro fulgurante.
Ser teu sonho mágico de uma vida inteira,
É o que eu quero, ainda que por um instante.


Francisco Settineri.

Um comentário:

poemasemfoco disse...

Belo! Quanta a entrega há no último terceto! Parabéns!