segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Soneto da Querência




Nasci pro teu olhar, no mesmo instante,
Mas tu só me chamaste num momento,
A despertar calor e sentimento,
Quando pousaste, terna e elegante.

Foi rápido o cantar, mesmo distante,
Daquela que tomou meu pensamento;
Se amar demais tornou-se o meu tormento
Sonetos a teus pés, faço ofegante...

Nas coxilhas de verdores primeiros,
Na Querência de nascer e viver,
Eu me desnudo em ardores certeiros,

Em ânsia de querer e a flor colher.
Porque te amo em versos derradeiros,
Como um poema em forma de mulher!


Francisco Settineri.