quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Soneto do Improviso



Ao te tocar, em doce encantamento
E descansar o meu rosto em teu seio,
Quero sentir, em cada pensamento,
A paz de manso amor que nunca veio...

Quando surgir de novo o sentimento,
No rebrotar vivaz de um árduo anseio,
Que vá longe de mim todo o lamento,
Ao te fazer brilhar, dourado veio!

Porque tu és dona do meu sorriso,
E da minha vida, tão passageira,
E me tomaste, quase sem aviso,

Como se fosses a mulher primeira.
E quando te amei, quase de improviso,
Meu coração foi teu, pra vida inteira!


Francisco Settineri.

Um comentário:

Ineifran Varão disse...

Um belo soneto, caro poeta. Abraços