quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Soneto do Milagre




Imerso em teu perfume, ao beijo rubro
Dos lábios com que esperas, tão ansiosa,
Eu vejo que manténs, maravilhosa,
No peito esse milagre que descubro!

E foi no acalanto de um outubro
Que tu vieste a mim, toda briosa,
E eu tenho em teu amor a mais zelosa
Canção de eterna paz com que me cubro.

Nascente de esperança e de ousadia,
Na vera luz de um tal condão divino,
Afasto, de um só golpe, a calmaria,

Ao céu e ao mar eu insurreto ensino.
Por ti, enfrento a louca ventania,
Em transe, ao teu olhar, o meu destino!



Francisco Settineri.

Nenhum comentário: