sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Soneto do Remanso


 
Tu foste minha, eu sei, grande ventura
De contigo brilhar, em dança e vela,
Remanso de um olhar, em miniatura
Pintada nos lençóis dessa aquarela.

E tu, que vens a mim numa ternura
E quanto mais te vejo, mais és bela,
Ao te encontrar imersa na moldura
E deixar os meus olhos junto à tela!

Mas começa o segundo movimento
Em que te enlaço em grande amor e cordas,
Os meus dedos afinam o instrumento,

E luzes de um olhar, quando tu acordas...
Cabelos que esvoaçam pelo vento
E a sombra das saudades que recordas!...


Francisco Settineri.

2 comentários:

Miguel Nicolás D'Alio disse...

Hermoso y dulce soneto .

Felicidades amigo.
Miguel

Reflexo d'Alma disse...

Ual!
Bravo!
Ai ai...
da até saudade...