segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Soneto da Rosa Infante




O teu perfume vale o teu espinho,
E as pétalas partidas a essência
De toda a dor que impera, em tua ausência
Enquanto eu pinto em cor o amado ninho.

É quando ouso beber o amargo vinho
Das trevas do ocaso da existência
E a noite traz tua face, numa urgência
Que chama corpo e alma ao torvelinho.

E o mero desfolhar da rosa infante,
Não cabe relembrá-lo com tristeza,
Mas é muito melhor ver no mirante

Visão de toda a tua realeza.
Se foste, para mim, mulher distante,
Desnudas no meu leito a tua beleza!...


Francisco Settineri.

Um comentário:

Ivo Stainiclerks disse...

Muito lindo este soneto amigo poeta Francisco Settineri. É realmente um prazer lê-lo.