quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Soneto de Matar Saudade



Chegada, enfim, a hora da viagem,
Esperas-me nas vestes da candura.
Se seguem versos simples na bagagem,
Eu parto em meio à pressa e a estrada escura...

Carrego nos meus sonhos tua imagem
E a dor dessa distância me tortura,
O meu ardor é pura flor selvagem,
Pois quero ter de novo essa ventura!

Ficar longe de ti é uma maldade,
Foi tempo de tristeza e horas penosas,
E junto dos teus braços, com vontade

Teremos juntos noites primorosas:
É tempo de matar toda a saudade
Teu corpo envolto em pétalas de rosas.


Francisco Settineri.

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