sábado, 31 de dezembro de 2011

Soneto do Ano Novo


No pão que vem à mesa uma verdade
Da vida vigorosa que já acena.
Que a noite da passagem seja amena
No adeus dos que se foram, com saudade...

Ao céu comum, feliz, dessa irmandade
O canto de emoção da paz terrena,
Que o eito recomece na alma plena
De tudo o que inicia sem vaidade.

Na leiva à espera a chuva é sempre cara,
E um verde manto cresce dessa alcova,
A safra alegre em ramos se prepara

E o sol desta manhã risonho aprova:
No grão que volta à terra em que se ara
Há sempre um grande amor que se renova...




Francisco Settineri.

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