quinta-feira, 17 de maio de 2012

Soneto do Amor Desatado




Se a noite traz um frio que é distante,
Escuto da saudade a sinfonia
E sinto pena mesmo da alegria
Do coração que um dia foi radiante...

Pois se no amor me mantenho vibrante,
Desfilo na memória a galeria
Porém claudica a minha ousadia
E a cada signo teu fico ofegante.

Tentei levar o amor para o olvido
E o nada inspirou essa cantata.
Tomado num orgulho desabrido,

Por fim eu sucumbi à fúria inata.
Tu tens, enfim, meu lábio emudecido,
Tomado, em cada nó que se desata!


Francisco Settineri.

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