sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ocaso da Fada



A lua se apagou por um instante
Nas tramas desse triste pôr-do-sol
E o saxofone denso em tom bemol
Trazia uma lembrança tão distante...

A estrela desse quadro dissonante
Brilhava desde então como um farol
E eras para mim como o escol
Diáfana, audaz, tão elegante!

Mas ver que a dor de ser te fez cansada
Pois que deixaste a névoa e nela o cio
Não faz com que tu deixes de ser fada

Nas matas do meu mito em desvario.
Tu és o infinito do meu nada
Tomado na volúpia do vazio...


Francisco Settineri.

2 comentários:

MARIA DA FONTE disse...

Adorei este sonteto. Parabéns!
Abraços

Francisco Settineri disse...

Muito obrigado pelo comentário, Maria da Fonte. Seguindo também o seu blog, de que gostei muito. Um abraço!