sábado, 7 de julho de 2012

Rosa Branca



Eu vago a relembrar o sobressalto
No vão de luz que na memória espreita
E atravessar o vão da porta estreita,
Quebrar à força o céu, esse cobalto.

Tomado eu fui assim, no grande assalto
De ver em tua face satisfeita
O ardor que se consome em paz perfeita
E segue na fumaça até o alto....

Invade o cais do corpo a descoberta,
Pois hoje o teu temor retira a tranca
Do coração que aguarda em hora incerta:

A porta dos teus lábios, livre e franca
Despede uma palavra entreaberta,
Timbrada de manhã a rosa branca!


Francisco Settineri.

2 comentários:

silvana gonçalves luiz disse...

Muita poesia!!!!

Mirian Novais disse...

Perfeito...é tudo muito lindo.