domingo, 1 de julho de 2012

Soneto da Bonança



A solidão não envelhece, abranda
Ao repetido enlevo da lembrança.
Manter sereno o tom que não se cansa
Leva de volta ao gozo da ciranda...

O velho mate a cevar na varanda
A mão amiga, no gosto e a confiança
No simples céu de calor e abastança
Que a temperar de sabor já comanda.

E foram tantos ardores vivazes,
Muitas agruras, tantas tropelias
Calaram muitos poemas fugazes

No assobiar de vastas ventanias,
Eu já nem sei como somos capazes
De amanhecer na paz das calmarias...


Francisco Settineri.