terça-feira, 31 de julho de 2012

Casa de Chá





Nanquim que delineia a face esconsa
Recebo o afago em brisas divertidas,
Vestida em seu quimono a pretendida,
Pressinto-a nesse véu que a têm inclusa...

No limbo de uma ordem que a conduza
E passe o tempo a incendiar a vida
Seu corpo, em sua forma convertida
Desdenha toda forma de recusa!

Aferro-me, voraz, a tuas madeixas,
Imploro-te, animal, teus seios lindos,
Tremores, hoje sei, foram infindos

Porém não ouço, enfim, nenhuma queixa:
Contigo os dias todos são bem-vindos,
Carícia audaz em cada mão de gueixa!



Francisco Settineri.

3 comentários:

Dorli disse...

Olá Francisco!

Poema lindo cheio de luxúria.
Uma pergunta: Você não gosta de comentários?
Abraços
Lua Singular

Francisco Settineri disse...

Claro que gosto de comentários, Dorli!

Barthes disse...

Belo poema sobre vida e seus apetites,sempre no limite...
Parabéns,Poeta.