sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Asinina




Bela moça, mas que tem a língua presa
A surgir em ronronar tatibitate
Diz asneiras a ferver em disparate
Que se juntam até formar grande represa...

Mas se dizem que beleza não põe mesa
‘Cês não viram dessa graça o quilate
Quando entra na fogueira do debate
E a bobagem jorra como uma surpresa!

Ao pensarem que se sai impenitente
Do sorriso tão febril de uma ventura,
Imaginem o que o meu coração sente

Quando quieta ela interrompe essa tortura:
Essa burra a pastar indiferente
E o enlevo a despontar, feito bravura!


Francisco Settineri.

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