sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Soneto ao Suíno




Porco escroto a brandir impertinente
De um escasso pensamento o mero toco
Como pode se escapar desse sufoco
Com sua claque que prospera, indigente?

Vocifera, ao sonhar que ainda é gente,
Na verdade só sobrou do dorminhoco
A pocilga e o fartum de um ovo choco
E a titica, que fermenta em sua mente...

Grão-suíno, nas ofensas vai a fundo
Nunca foi de combater o bom combate
Limitado a se esfregar no cocho imundo...

Sem escolha, ao sentir-se em xeque-mate
Acuado, fala mal de todo o mundo
Porco enorme em desespero ao ir pro abate!

Estrambote

Contar versos nunca foi virtude inata,
Isso o deixa com os olhos ofendidos:
Um quadrúpede como ele, pés fendidos
Cospe iambos, par em par, de pata em pata!


Francisco Settineri.

Um comentário:

Dulce Morais disse...

Virulento!
Como sempre, muito bem escrito.