terça-feira, 6 de novembro de 2012

Fim de Festa





Sempre na sarjeta e afirma inocente
Que ele tudo pode e que é pura alegria
O seu devaneio numa algaravia
Com que ele argumenta o que supõe presente...

Pois ébrio demais e por isso não sente
Qualquer represália da noção vazia,
Pasmo caminhante que na noite fria
Bota-se na conta de um mero acidente

Que o deixou vestido em pândegos farrapos...
Doido impenitente a reluzir frangalhos
Do que um dia foi em raros dias guapos,

Hoje a esquecer os tantos enxovalhos
Por ser recebido com muitos sopapos,
Vil e escorraçado por outros bandalhos!

 
Francisco Settineri.

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