quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Soneto das Margaridas





A paz trouxe a alvorada, a terra as lidas
E esta manhã me disse que é amarela
A pétala soberba e tão singela
De que se vestem ao céu as margaridas!

Nos campos em que elas são nascidas
Os grãos da alegria a vida sela,
Nenhum temor se acha nessa tela
Mas mãos que já se juntam agradecidas.

Fabrico de uma flor a primavera
Invento o teu amor que é só por mim
Nos brilhos dessa tarde que venera

O louco ardor que invade até o fim,
Ruínas do passado em ara e hera
Em prolongada espera, azul assim...


Francisco Settineri.

2 comentários:

rosa-branca disse...

Maravilhoso querido poeta. Beijos com carinho

Dulce Morais disse...

A cor do soneto é tão bela! Oferecidas ao céu, as margaridas deixam o perfume da pureza na terra.
Perfeito!