quarta-feira, 17 de abril de 2013

Covil



Por uns trocados, que hoje ele reclama
De alguns otários da sua seara
Ele reúne na rezinga amara
Atroz fanzine que ele mesmo trama!

Pois aos grunhidos o leitão se inflama
Recorta versos com tesoura ignara
Se no jantar ele se ajunta a vara,
A corja aplaude quando a baba exclama...

E astucioso, ele não cobra, é claro
O cocho podre em que a cambada pasta
E o verso alheio que a má-fé arrasta
Ele o copia com respeito avaro.

Mas no seu olho e na espaçosa banha
Vê-se um infecto querer ser preclaro
Modesto agora, pra vender mais caro
Ao demo a alma cheia de artimanha...


Francisco Settineri.

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