domingo, 7 de julho de 2013

Sentinela



Imerso na neblina o vulto inquieto
Engasga na distância que o separa
Do gesto que se esvai, pétala rara
Sem escapar do inclemente veto.

Douradas as veredas no indiscreto
Tremor de uma palavra que era cara
Que o zelo esconso da memória avara
Insiste em apartar-se por completo.

Não fosse por um laço, amarelo
E mais eu não teria se não fosse
Um desatar de nós sem atropelo

Da noite em riso azul que assim tomou-se
No deliciar dos dedos no cabelo,
Passado a escorregar, que era tão doce...


Francisco Settineri.

Um comentário:

Fernanda Lima disse...

bonito & triste ...