sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Um barco se aproxima em cais de pedra




Um barco se aproxima em cais de pedra
Convida a viajar ao Aqueronte
Gentil, cortês, conduz a nau Caronte
Em meio ao desespero que aqui medra.

Não sabes mais se a sombra que ora chega
É o nada a desfilar na tua frente
Da treva que te envolve o abraço quente,
Mortalha que te cai em tensa entrega!

Destino ao qual somente o herói escapa
No resgatar audaz do inferno a Dama
E o deus do mundo odiento a si reclama
A parte que lhe cabe, obscuro mapa...

E cais a delirar no humor sombrio
Das águas a vencer pelo barqueiro
E nada ao céu impede o ardor primeiro
Que firme impele ao vento o rosto frio!


Francisco Settineri.

2 comentários:

Meimei Corrêa disse...

Parabéns, meu amigo, seus poemas são maravilhosos. Abraços

José Lima Dias Júnior disse...

Olá, poeta!

Estou extasiado com sua lira poética. Sua verve é que me encanta. Parabéns pelo blog.

Conheça meu informativo: http://www.entreopoemaeapoesia.blogspot.com.br/

Abraço,

José Lima Dias Júnior