domingo, 1 de dezembro de 2013

Proibida




Contemplo, extasiado e à distância
O fruto proibido que desejo
E gozo só nos sonhos do teu beijo
Em surto e solidão, tamanha ânsia!

Platônica paixão noutra província
Em que não ouso andar por puro pejo
Por mais que me arrebente o amor sobejo
Enquanto, da Igreja, a escada desce-a...

E mesmo que atrapalhe a calmaria
Nascido pra franzir o duro cenho,
Moslim que ama a filha-de-maria

É algo que esmorece o mero empenho;
No meio do alto voo a ventania,
Mantenho ao peito intacto o amor que tenho!


Francisco Settineri.

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