sábado, 12 de abril de 2014

Amor de Infância



Eu creio que tu és passado, e mantida
A falta da tua presença adorada
Que acredito, vai se manter delicada
Mas sei que o amor não recusa tanta vida.

Ser gentil, ser poeta, tratar bem.
Não custa ser assim a quem se ama.
De outra maneira, o coração reclama
E de doçura a lembrança fica sem.

O raio de sol que alegrava as tuas covinhas

Com  a cor e o esplendor de um jóia querida
Valiosa, impudica e pura flor da vida
Aproximava-se a estrela, sempre que tu vinhas.

Cantata da memória em clara luz e som!
Timbres de emoção que alimentei sozinho,
Bárbara ilusão no meio de um caminho
Do louco e fero amor que tive como dom!



Francisco Settineri.

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