quinta-feira, 10 de abril de 2014

Barthesiana




Sei que o silêncio da indiferença foi tanto
Que as flores murcharam tristes e desfolhadas
E aquela que eu pensei ser minha doce amada
Já não merece mais do que um curto pranto...

Lágrimas derramadas contorceram o encanto
Que houve um dia na louca e densa madrugada.
Eu não sei mais dizer pra ninguém “minha amada!
E as belas rosas da estação eu já não planto...

Só sei que já não quero mais amar ninguém
Na volúpia ao luar que me manteve insone
E o barco solitário não quer ir além

Daquela cujas mãos a pureza destrone;
Olhar oblíquo que me fez um mau refém
E me fez esperar na fome e ao telefone!


Francisco Settineri.

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