quarta-feira, 9 de abril de 2014

Descuido




Eu cravo minha raiz o quanto posso
Pois quero mais viver e dar a flor
Do quanto que eu vivi, descobridor
Estátua de emoção, raro colosso!

Bastava buscar água obtida ao poço
E dar o de beber ao sonhador
Aquele que buscou o teu fervor
E fez das tuas mãos o vero endosso!

Faltou ao teu amor um Norte e um Leste
Tão presa nas visões destemperadas,
Puseste o teu olhar no mais distante,

Ração diária d'água não lhe deste
Pois foste, uma vez mais, a descuidada
Na incúria de um senhor, cabala errante...


Francisco Settineri.

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