quarta-feira, 16 de abril de 2014

Desprezo



A solidão cravada fundo nas costas
Como puro, simples, cavo elemento
Incapaz, porém de arrancar o lamento
Do jeito tão malvado que tanto gostas...

A solidão é companhia, e basta,
Um grande pão que já cresceu sem fermento
Do tolo que não quer mais ser um jumento
Da louca que arvorou-se nas artes castas!

Assim eu vou te desprezar com constância
Sem duetos, nem mais nada de intermédio
É um zero o que sobrou da minha ânsia

De um dia recobrar pra nós um remédio.
 Por isso. o que sobrou em toda essa instância,
Vero nada que pudera ser mais tédio!



Francisco Settineri.

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