terça-feira, 15 de abril de 2014

Espera Inútil




Já se foram todos os juramentos
E pouco tenho da memória amável
E o lento, louco, inacreditável
Tempo infeliz lançou o amor aos ventos!

O corpo, sem saber espantar tormentos
De todas as esperas de um notável
Silêncio sepulcral de um telemóvel
Com seus teclados cheios de esperpento!

Mesmo longe, quando de mim te apartas
As lembranças deste amor, hoje minhas,
Quando enfim amareladas as cartas

Que eu lamento, só, nestas poucas linhas
Eu me alimento do que não me farta,
Restou um nada do amor que eu tinha...



Francisco Settineri

Nenhum comentário: