quinta-feira, 24 de abril de 2014

Finitude



Ah! A musa imortal que tanto inspira
Meus versos são formigas num carreiro
Eu bato cada um como um ferreiro
Fumaça de um poeta sai da pira!

No fogo que crepita, deslumbrado
Eu vejo o teu olhar brilhar sereno
Meu verso nunca foi de ser pequeno
Mas dessa vez calhei de estar calado!

Calado porque tens o olhar brilhante
Capaz de me fazer brotar semente
E de fazer sentir-me tão-somente
Enorme ser tão grande qual gigante!

Disseste certa vez que o amor morre
Que nada neste mundo é para sempre
O que já me deixou em vão melindre
Vez que fenece um e o amor escorre...


Francisco Settineri.

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