segunda-feira, 21 de abril de 2014

Menina da Igreja



Mãos acostumadas a esmaltes finos
Pois eu não sei mais se algum dia consigo
Ver em teu olhar algum tom mais de amigo
Vez que você põe-me em algum lugar menino...

Ouço da igreja o forte som dos sinos
Deixa o amor tão surdo que eu não mais me ligo,
Horas que passamos ao sabor dos figos
Imaginação de um pobre peregrino!

Brincos e cabelos chamam a caneta
Para eternizar este amor sem fim
Tens um tom dourado de um outro planeta,

A profanação do que seria um “sim”!
Em dois ou três versos, digo: “borboleta”
Pois esqueci-me, esqueci-me de mim!


Francisco Settineri.

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