quinta-feira, 24 de abril de 2014

Retrato em Preto e Branco



Eu olho cada traço dessa tela
E afago a madrugada das tuas fotos
Aqui, a quintessência dos ex-votos
Me dizem sem cessar do quanto és bela...

O escrito no papel, quando amarela
Não tem a novidade do remoto
Bom dia em que garboso e grave troto
Nos tempos invernais que o tempo sela.

És hoje para mim o quanto foste
Pra mim, bardo infernal e um tanto franco
A pele contra pele enquanto encoste

Na foto que me trazes, preto e branco
Um bêbado agarrado junto ao poste
Volúpia de viver que eu tanto arranco!


Francisco Settineri.

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