quarta-feira, 14 de maio de 2014

A Rosa Púrpura



No vaso de cristal encabulou-se
Bebia o teu olhar como eu bebia
Na mesma tarde que tecia o ocaso
A flor que tu me deste purpurou-se...

Tocavam sustenidos os ardores
No corpo enregelado, a noite fria
E mesmo assim não foi nada vazia,
Os gritos arrancados dos amores!

Tu foste à madrugada na janela
Olhar o céu da estrela vespertina
Mas nem sequer notaste as flores
Sequer notaste o que desabrochavam

Pariam nas suas pétalas rebento
Pois que hoje, em lamento tão sublime
Do tempo em que por ti fui mais sedento
Eu guardo em minha memória, engalanado!


Francisco Settineri.

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