domingo, 10 de julho de 2016

Amor Menino




Sentindo-se tão só, como um menino
Que sente o desconsolo da ferida
De ter a amada mãe assim perdida
Por causas que se enterram no destino.

Amava bela moça, clandestino
Por ela, sim, daria a própria vida
Repente de um só verso em que era tida,
Clangor daquela hora em que vão sinos!

Um dia ele encontrou, o que foi belo,
Caminho para o que não mais existe...
Olhar que encontra olhar, demais singelo

E saibam bem no que depois consiste.
O lenço que ela tinha era amarelo
E a carne toda lembra do amor triste...

Francisco Settineri.

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