domingo, 17 de julho de 2016

Azul






Foi contigo, só contigo o minueto

E os cabelos que compunhas numa trança

Inflamavam de energia a nossa dança

E a magia era real, como um soneto...



Nada havia em nosso brilho tão discreto

Que pudesse ser composto qual fiança

E viesse ao mundo apenas dar herança

Ao menino que na escada brinca quieto.



Eis que então a noite acaba e a festa finda

E ao ocaso um grande amor é destinado.

Preparados pés estão, última dança,



Restou firme o madeiro consagrado.

Nossa alma, feito uma, ao céu se lança

Manancial azul que verte o olho e brinda!




Francisco Settineri.

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