domingo, 10 de julho de 2016

Plenilúnio




A sombra de uma falta foi tão negra
Que logo me tomou e me abateu.
O brilho de uma noite em que fui teu
Não foi o que eu pensara como regra.

O pouco do que sobra e que me alegra
Lembrança do que fui em lábio teu
Não foi apenas sonho que morreu
Recordo que jamais se desintegra.

Vaguei depois no mundo em rumo incerto
Lembrando o diadema que correu
Na basta cabeleira e o perniaberto

Que o nosso leito em festa acolheu
Eu tanto te queria, tão mais perto,
Não era outro poeta que não eu...


Francisco Settineri

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