sábado, 3 de setembro de 2016

Estrela Vária




Amanhã, poeta, permita guiá-lo
A estrela que muito alto revela,
Enquanto você constrói sua capela
Que o mantém como um imóvel vassalo.

Tome, todavia, as rédeas do cavalo
E busque na bruma a alma da donzela,
Cruze toda a noite até a cidadela
O mundo está pronto pra você montá-lo.

Desliza pelas sombras, mais imprecisa
Que toda forma que escapa, e assim precoce
Dá-se toda, entretanto, à mão que alisa

E que não busca nisso nada de posse...
Tenha nisso seu mapa, a sua divisa
E não terá na vida lira tão doce!


Francisco Settineri.

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