quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O grito


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Uma vida eu desvendei, foi muito pouco
Navegar por solto mar, à vela cheia
Muito foi, pois além disso foi cadeia
Que prendeu meu coração, de há muito louco!


E foi belo tudo aquilo que foi falto,
E foi nua assim, ao retirar seu véu
Isso foi o que testemunhou o céu
Que clamava a todo brado, e muito alto.


E era sonho que calava a mão querida
Era nau que se queria inconteste
Na verdade de uma solidão agreste
Que se via numa face esculpida!


Hoje marcho num caminho indistinto
Pois que falto do teu peito me fazias
E era assim que muito perto me querias
Tanto mais que junto a ti agora sinto...
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Francisco Settineri.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O grito








Uma vida eu desvendei, foi muito pouco

Navegar por solto mar, à vela cheia

Muito foi, pois além disso foi cadeia

Que prendeu meu coração, de há muito louco!



E foi belo tudo aquilo que foi falto,

Eras nua quando retiravas véus

Isso foi o que testemunhava o céu

E clamava a todo brado, e muito alto.



E era sonho que calava a mão querida

Era nau que se queria inconteste

Na verdade de uma solidão agreste

Que se via numa pele esculpida!



Hoje marcho num caminho indistinto

Pois que falto do teu peito me fazias

E era assim que muito perto me querias

Tanto mais que junto a ti agora sinto...




Francisco Settineri.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Camarada





Tempo rude
Cativos e brandindo
o nosso bestiário
em longas lutas
Guerrilheiros de armaduras triunfantes
Mesmo que a dor
por vezes
nos dobre
Mais um ano bandido que se passa
E outro pleito
Arquitetura de palavras duras
Alguma alegria

Francisco Settineri.