sexta-feira, 17 de abril de 2015

Canção de maio



Eu canto nas manhãs por onde vago
E amo essa tranquila paz do outono
Por onde me despeço em abandono
De tudo o que restou dentro do pago.

Eu trago a este sonho em que te afago
A noiva seminua no seu trono
E beijo a minha gueixa em seu quimono
Pois sinto o seu ardor no andar pressago.

É raro o esplendor da coisa fina
Que deixa em toda parte a sua fragrância
E lança, por sua íris cristalina

A grande calma de um amor sem ânsia
Assim que vejo esbelta essa menina
Serena, porque é flor na paz da estância!


Francisco Settineri.

Um comentário:

João Esteves disse...

mais um belo soneto