domingo, 28 de agosto de 2016

Lira à Solta






Se eu faço alguma bravata,

Deixo a lira correr solta,

Vira e mexe ao céu revolta,

É que o verso é um acrobata



E pra mim doce cantata.

O poeta está à solta

E te quer, amor, envolta

Nos perfumes desta mata!



Pois foi belo conhecê-la,

Tão singela e tão secreta

Em defesa cidadela.



Entre a luz e borboletas

Eu construo uma capela,

Escancaram-se as cornetas!





Francisco Settineri.

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