segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Soneto da Alegria




O teu amor, gentil pétala rara,
Que em meio à manhã clara veio a lume
Enfeita no teu seio a tez bizarra
E rouba de mil rosas seu perfume...

Mas se é também a flor que desampara
E arranca aos fracos todo o seu queixume,
Em mim é eterna fonte que prepara
E leva-me direto a qualquer cume!

Se eu te tomei com toda uma ousadia
Sabia que em teu mar não há sossego,
Era preciso toda a galhardia

De um cego e muito louco desapego:
Mergulho em teu olhar, pura alegria
E te amo sem descanso, no aconchego!...



Francisco Settineri.

2 comentários:

Miguel Nicolás D'Alio disse...

Bello soneto . precioso cierre.

Un abrazo.

Miguel.

docerachel disse...

Tenho pelos sonetos um carinho especial. Vc sabe muito bem compô-los.