sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Soneto da Dor de Amar



Eu dei meu coração a essa tirana
E vejo desfilar na minha frente
Seu corpo, na nudez mais soberana,
Que traz ao coração a dor pungente...

Mistério de um amor que mais emana
Do encanto, que ao nascer, se dá contente,
Condão de um bem-querer que nunca fana
E planta na canção sua semente.

E nesse império, quase um absoluto,
A paz desaparece por encanto,
O teu olhar, meu último reduto

É fina flor de puro e raro encanto.
Não posso respirar nem um minuto,
E odeio, por fazeres te amar tanto!



Francisco Settineri.

Um comentário:

BLOG DE POESIAS DO PROFEX disse...

Amor e dor estão sempre juntos. É preciso Amar. Sentir dor apenas não é bom...