sábado, 7 de janeiro de 2012

Soneto da Impaciência



Semana sem te ver, no desespero
Da ausência que te deixa tão distante,
Cultivo a imensa flor do exagero
E sangra o coração, chaga de amante!

Mas tranca-me a garganta o destempero
Que assusta como o vento mais uivante.
Nos dias que nos faltam eu te espero
E nada neste mundo me é bastante

Pra calma do meu todo desconsolo.
As luzes da cidade, que não viste,
Ilustram este velho amante tolo.

Eu lembro do que é feito armas em riste
E rodo, uma vez mais, esse monjolo
Na noite sem você, assim tão triste...


Francisco Settineri.

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