sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Reflexão Nº1





Não entregues o peito assim a um tormento

Quando o dia recém nasce e já te espreita

Longe, longe de te deixar num lamento.



Busca do fundo do teu ser o alimento,

Bebe do cálice da vida e aproveita;

Não entregues o peito assim a um tormento.



O céu que te protege é o elemento

E ao ver-te de tão longe, se deleita

Longe, longe de te deixar num lamento.



Seria em vão deixar esta vida ao vento

Pois o pó no qual se torna ao pó se deita,

Não entregues o peito assim a um tormento.



Miragem no deserto é o elemento

Que o fez solerte e fátuo como a seita;

Longe, longe de te deixar num lamento.



Vá no revoar das aves teu acento

E o preito de alegria as terá refeitas.

Não entregues o peito assim a um tormento,

Longe, longe de te deixar num lamento!



Francisco Settineri.

domingo, 30 de novembro de 2014

Caçada





A seta desigual que busca e erra
Veredas que eu tinha insabidas,
Por certo nunca mais me tira a vida,
No que ela mais contém e tanto encerra!

Assim eu continuo nessa terra,
Mas fujo desse arco, da ferida
E corro para o além, pois indevida
A deusa grega e louca me descerra.

Então a diva nua se apresenta
E faz do seu rancor pressentimento
Do ódio bem maior que me acalenta:

Escondo-me de tudo em fingimento
De nada ser, enfim, e ela se ausenta
E faz da sua glória o esquecimento!

Francisco Settineri.

sábado, 1 de novembro de 2014

Curto-circuito



Ponga jumba draza muda,
Dumfa grumfa drólio dito
Jeito quieto feito mito,
Dinalete tor azuda.

Gáspia nunda séria lúndia,
Treme o vândalo nos pitos
Vai que penelopa o grito
E a torneira já se afúndia.

Gás me falta cosme leme
Freme o arsênio tornadrica,
Fito gásio nas buzicas

Lume trem faz mem saraste
Bom demais doleme geme
Marsupial que bem lembraste!


Francisco Settineri.

O SOM DO SILÊNCIO

.   Fim da tarde, o sol se esconde, E, por fim, a lava escorre Deste Etna que não morre, E que vai não sabe onde... . O fogo parece fronde. ...