sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Canção de amor – Soneto VI

                                                                                                                                                   

Em teu corpo, que desteme,
Brota mais que uma coragem.
Mostra-se em mim outra fome
Que a minha alma consome.

Porque, morena, meu peito
É vulcão e sua voragem
Toma-me, e a contragosto,
Devolve-me para a margem.

Mas tu tens sereno jeito,
E a fronte iluminada.
Nossos braços nos envolvem

Em fragor e alta voltagem!
Quando adormeces, cansada,
Velo até à alvorada.
 
Francisco Settineri.

Um comentário:

Reflexo d'Alma disse...

Seu poemas me conduzem
a essa musica, leia o
poema e depois veja o video pra
ouvir a bela canção
Soneto do Teu Corpo Paulinho Moska
Juro beijar teu corpo sem descanço
Como quem sái sem rumo pra viagem
Vou te cruzar sem mapa nem bagagem
Quero inventar a estrada enquanto avanço

Beijo teus pés
Me perco entre teus dedos
Luzes ao norte pernas são estradas
Onde meus lábios correm a madrugada
Pra de manhã chegar aos teus segredos

Como em teus bosques
Bebo nos teus rios
Entre teus montes
Vales escondidos
Faço fogueira

Choro, canto e danço
Línguas de Lua
Varrem tua nuca
Línguas de Sol
Percorrem tuas ruas

Eu juro beijar teu corpo sem descanço
Eu juro, juro beijar, eu juro

http://www.vagalume.com.br/paulinho-moska/soneto-do-teu-corpo.html#ixzz1YGTjh7VQ