sábado, 10 de setembro de 2011

Cedo




Manhã com um poema.
O café não o adoça, nem esquenta.
Já é quente, doce e leve.
Mas não digo, nem escrevo.

Não é para ser dito,
Simples gosto na boca,
Alma de pássaro que protege
O ninho, bater de asas de colibri,
Névoa de encantos delicados.

Meu poema, como os lábios,
Não nasceu para ser dito
Surgiu para ser beijado...


Francisco Settineri.

Um comentário:

Reflexo d'Alma disse...

Ahhh
que maravilha...
"Meu poema, como os lábios,
Não nasceu para ser dito
Surgiu para ser beijado...
"


Sabe sou leitora...
apenas leitora,
despretenciosa leitora...
Amo ler voce.