quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Soneto atormentado

                                                               
Ardendo de tanta falta
Que tua ausência me provoca,
Como se estivesse morta
A canção que em mim se exalta,

Sinto a dor que me convoca,
E o que espalha à sua volta,
- Lâmina que me recorta! -,
Que aos pedaços não detenho.

Busco, então, nesse meu fado,
Esboçar, em sonho, a flor
Que se abre, ao céu revolta,

E recolho, atormentado,
O mistério deste amor
Que é, no mundo, o que eu tenho.


Francisco Settineri.

3 comentários:

poemasemfoco disse...

Gostei da sonoridade especial desse soneto! Muito bom!

Francisco Settineri disse...

Mas doeu para escrever...

poemasemfoco disse...

Pois é... no pain, no gain (rs)