terça-feira, 27 de setembro de 2011

Soneto do Amor Primeiro

                                                                                                                                                                          Seguir o coração até a demência
E amar-te sempre, mais, e a cada instante
Para jamais perder a inocência
De quem se fez, por ti, primeiro e amante.

É o que busco, morena, em tarde quente,
Ao não poder conter tamanha ânsia,
Por não encontrar aquilo que desmente
O véu sombrio e a tão cruel distância.

Habita em teu seio meu pensamento,
Teus olhos são pra mim divina ponte
Entre um viver que era todo um tormento,

Sem nunca mais beber da clara fonte,
E uma manhã tranqüila, sem lamento:
És límpida pra mim, novo horizonte.

Francisco Settineri.